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Cativa firma acordo de parceria com multinacional francesa

Cativa firma acordo de parceria com multinacional francesa

Com prazo de vigência de 20 anos, a Lactalis irá assumir todo o setor de industrialização e comercialização de laticínios

A Cooperativa Cativa, com sede em Londrina, firmou um acordo de parceria estratégica com a Lactalis. Pelo acordo, com prazo de vigência de 20 anos, a multinacional francesa irá assumir todo o setor de industrialização e comercialização de laticínios da Cativa e a expectativa é de aumento da capacidade produtiva, do mix de produtos e ampliação da área de abrangência da cooperativa londrinense. 

O acordo foi fechado na última quarta-feira (31) e os valores não foram revelados pelas partes. A transação ainda deve passar pela aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), mas o presidente da cooperativa, Paulo César Maciel, acredita que em um prazo de 30 dias a Lactalis deverá assumir a indústria. Além dos produtos da marca Cativa, entrou na negociação também a marca Polly. 

“A Cativa não foi vendida. Ficamos com toda a parte de produção, de atendimento ao produtor rural, com a parte do transporte também. O leite do produtor continua sendo da Cativa. A Cativa não acaba, mas fortalece”, esclareceu Maciel. A parceria, destacou o presidente da cooperativa, compreende a industrialização e a comercialização. “A Lactalis é uma das maiores do Brasil e a segunda do mundo. Vai dar mais emprego, aumentar o nosso mix de produtos, gerar mais impostos para a cidade e o produtor vai ter mais assistência.” 

Paulo Maciel, presidente da Cativa, em entrevista coletiva à imprensa nesta segunda-feira (5) | Autor: Mie Francine Chiba

A Lactalis opera em 50 países no mundo. Ao Brasil, a empresa chegou em 2013, quando arrematou 11 laticínios da BRF e quatro unidades da LBR, com um investimento de mais de R$ 2 bilhões. Hoje, a empresa detém as marcas Elegê, President, Poços de Caldas, Itambé, Parmalat, entre outras.

Segundo Maciel, os bons resultados obtidos pela Cativa nos últimos anos atraíram a atenção da multinacional francesa. A produção da cooperativa saiu de um volume de 380 mil litros de leite em 2017 para 1,2 milhão de litros no ano passado, um crescimento de 215%. Em faturamento, o salto também foi grande, passando de R$ 370 milhões para R$ 1,1 bilhão nos últimos três anos, alta de 197%.
Com a parceria, Maciel espera aumentar o volume de leite em 50% até 2025 e elevar também em 50% o faturamento no período. O planejamento é investir R$ 30 milhões em 2022 com a abertura de uma fábrica de ração - hoje a cooperativa terceiriza a fabricação do produto -, e abrir mais dez lojas até o início do ano que vem - quatro no Paraná, três em Santa Catarina e três em São Paulo -, saltando de 30 para 40 unidades de lojas.

Roosevelt Junior, diretor geral da operação da Lactalis no Brasil, explica que esta não é a primeira parceria do tipo que a francesa faz no País. A primeira foi com a mineira CCPR, que tem 31 cooperativas espalhadas por Minas Gerais. Segundo ele, o interesse na Cativa partiu de um mapeamento que a empresa fez em relação às bacias leiteiras do País. 

"O Paraná é a segunda maior bacia leiteira do Brasil. A primeira é Minas Gerais e a terceira Rio Grande do Sul. A Lactalis já lidera a captação de leite tanto em Minas Gerais quanto no Rio Grande do Sul e a gente teve a intenção de achar uma alternativa para entrar nessa segunda bacia do Brasil que é a bacia do Paraná", afirma Roosevelt Junior. "A gente começou a olhar o que eram as oportunidades dentro do Estado e a gente viu o trabalho que a Cativa realiza em Londrina, no Estado do Paraná e também no Estado de São Paulo, em Cerqueira César e em Santa Catarina e isso nos interessou bastante na medida que a gente tem um plano muito forte de crescimento no Brasil."

O diretor diz esperar que a parceria aumente a capacidade de a empresa executar planos estratégicos como crescer no setor de queijos, iogurtes, leite UHT e leite em pó. Com um plano "robusto" de crescimento, a empresa planeja fazer investimentos nas plantas fabris, afirma Roosevelt Junior. "A gente tem um plano robusto de crescimento de produção dessas plantas e isso vai demandar investimento em aumento de capacidade, em alguma atualização que será necessária e provavelmente isso vai acarretar no emprego de novas pessoas. Não temos exatamente quantas pessoas a gente pretende contratar, mas com certeza a gente vai aumentar o número de pessoas que estão dentro das plantas da Cativa."

Roosevelt Junior assegurou que os funcionários atuais das plantas industriais da Cativa serão mantidos. Atualmente, a cooperativa emprega quase 900 pessoas em suas três plantas industriais - 500 só em Londrina.

Não fosse a parceria, Paulo Maciel disse na coletiva acreditar que ficaria cada vez mais difícil tocar o negócio. "A gente sente que cada dia você fica mais dependente de recursos financeiros. E a parte financeira no Brasil a gente sabe que os juros são caros, então ficava inviabilizado nós crescermos. Então a gente vê com muito bons olhos quando essas empresas vêm para o Brasil injetar dinheiro e fortalecer o nosso negócio. A gente já vê acontecendo isso na parte de grãos, como aconteceu aqui em Londrina com a Belagrícola qie foi adquirida por chineses e com a Agro100 que foi adquirida por outro grupo. A Cativa não anda na contramão e foi ao encontro de isso tudo que vem acontecendo no mercado do agro."

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Fonte: Folha de Londrina
Por: Redao
Data: 06/04/2021 23h07min

Hospital do Câncer de Londrina


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